Só dois terços dos produtos online ilustram a informação de rotulagem obrigatória

Deco alerta para falta de informação sobre produtos alimentares.[leia a notícia da Deco Proteste]

O estudo realizado no dia 12 de Maio conduzido pela Deco Proteste levantou a questão da importância que a correta rotulagem e etiquetagem tem na indústria alimentar. Reacendeu também a discussão sobre a possibilidade e necessidade de incorrer em alterações na própria lei. Segundo Maria João Amorim, investigadora no Instituto Gulbenkian “Apenas dois terços dos produtos ostentavam a informação sobre a rotulagem obrigatória completa, indicando o que manda a lei, ou seja, a marca, a denominação, a quantidade líquida, o preço por embalagem, o preço por unidade de medida, os ingredientes, a declaração nutricional, as condições de conservação e/ou utilização e o nome da firma que comercializa o produto” .

Em Portugal, desde o começo da pandemia da Covid-19 o comércio alimentar e o retalho cresceram 44% face ao período anterior à pandemia, algo motivado pelo confinamento e normas de segurança. (Leia a noticia do Sapo

 A entidade de defesa do consumidor reconhece as vantagens deste método de compra, tendo em conta que permite evitar deslocações aos supermercados, mas assegura que “o que sobra em comodidade falta em informação”. É vital a disponibilização da informação com detalhe e transparência e com a celeridade exigida pelos consumidores assim com a lei.

Fotos ampliadas com pouca leitura

Os sites que optam por mostrar a foto do produto de forma rotativa ou ampliada também têm trabalho de casa para fazer. Nem sempre as fotos são legíveis ou mostram as informações necessárias. Veja-se esta imagem do rótulo do frasco Refeição de Arroz de Tomate e Frango Blédina, à venda no portal Mercadão (loja Pingo Doce): nem com a ajuda da funcionalidade da lupa (que aumenta a imagem) se consegue ler a composição nutricional média, a Deco alerta para a necessidade de divulgação do conteúdo informativo dos produtos de forma mais clara.

INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA PARA VENDA À DISTÂNCIA DE GÉNEROS ALIMENTÍCIOS:
A marca, a denominação, a quantidade líquida, o preço por embalagem, o preço por unidade de medida (kg/l), os ingredientes, a declaração nutricional, as condições de conservação e/ou utilização e o nome da firma que comercializa o produto.

Num mundo cada vez mais digital, os consumidores da realidade Now Economy exigem mais transparência, celeridade de processos e uma rápida transformação tecnológica. 

Artigo publicado por:
António Duarte - Altronix
António Duarte
Diretor Comercial da Altronix